Lembrei daquele dia em que te conheci no barzinho do Raul. Uma morena linda, de olhos brilhantes, sorriso meigo e corpo escultural. Ela estava bebendo e conversando com o barman, soltava umas gargalhadas que atiçava a curiosidade alheia para saber qual o motivo de tanta graça. Entrei no bar, ela me fitou. Pelo seu olhar eu percebi que ela era uma das minhas: Perigosa, interessante, charmosa, encanta. Tem aquele papo que te prende no canto, junto com o olhar marcante. Sabe fazer bonito, com jeito. É um tiro às cegas, mas o alvo é certeiro. Típica cafajeste, daquelas que dá trabalho e gosto. - Sentei próxima o suficiente para iniciar uma conversa, longe o suficiente para querer me aproximar. Pedi uma bebida, atrevida, comentou o meu pedido.
Sorri, aquele sorriso de conquista, esbaldando charme e simpatia. Ela fitava minha boca, e eu fitava todo seu corpo. O jogo havia começado, estávamos com as melhores cartas e a previsão era de empate.
Conversávamos como se nos conhecêssemos há décadas, o papo fluía com a mesma facilidade que a bebida, e logo estávamos embriagadas e excitadas, planejando pelo olhar um fuga para que nossos corpos se encontrassem. Mas, como isso era um jogo, dificultávamos a partida com movimentos bem caculados, cautela, um movimento errado poderia levar tudo por água baixo. A gente se curtia a cada risada dada juntas, a gente hesitava no jeito de se mover, porque apenas um toque acenderia o vulcão, e cá entre nós, vulcão aceso faz um estrago danado, não importa o lugar, não tem pausa.
A gente se envolvia com a maior facilidade do mundo, você parecia não ter compromisso com ninguém a não ser com a vida. Inteligente, mulher independente, sabe o que quer, e faz de tudo pra ter o que quer.
Chegou no meu ouvido de mansinho, sussurrou: Quero teu carinho. E de lá saímos de fininho.
Te levei no meu apartamento, abri a melhor garrafa de vinho, sem nos importar caímos na cama e acordamos o vizinho.
O breu deu uma brecha para a luz do porte e eu conseguia ver seus olhos. Eu comecei a me aprofundar nas tuas curvas sedutoras, tua pele morena macia. Você não resistia e relaxava, sua voz baixinho me perguntava então, de quem era a culpa. Me envolvi, me deixei levar, poesia bateu na minha porta, então me aproximei dos seus lábios, com minha mão conhecendo seu corpo, comecei a falar: A culpa é do toque, do beijo, do fogo que acende quando você chega perto. A cor dos teus olhos, da sua respiração ofegante no meu ouvido, do som que escapa quando eu prolongo um pouquinho. A culpa é sua morena, que com o sorriso malicioso me prende, sabe do seu feitiço, faz e não se arrepende. A pele chega a brilhar, curvas de desejo a me cegar. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Ela num gesto de redenção me beijou, me apertou, se entregou. Eu sentia nossos corações batendo num só ritmo, foi aí que percebi que havia sido criado uma conexão intensa demais para durar só uma noite.
Sorri, aquele sorriso de conquista, esbaldando charme e simpatia. Ela fitava minha boca, e eu fitava todo seu corpo. O jogo havia começado, estávamos com as melhores cartas e a previsão era de empate.
Conversávamos como se nos conhecêssemos há décadas, o papo fluía com a mesma facilidade que a bebida, e logo estávamos embriagadas e excitadas, planejando pelo olhar um fuga para que nossos corpos se encontrassem. Mas, como isso era um jogo, dificultávamos a partida com movimentos bem caculados, cautela, um movimento errado poderia levar tudo por água baixo. A gente se curtia a cada risada dada juntas, a gente hesitava no jeito de se mover, porque apenas um toque acenderia o vulcão, e cá entre nós, vulcão aceso faz um estrago danado, não importa o lugar, não tem pausa.
A gente se envolvia com a maior facilidade do mundo, você parecia não ter compromisso com ninguém a não ser com a vida. Inteligente, mulher independente, sabe o que quer, e faz de tudo pra ter o que quer.
Chegou no meu ouvido de mansinho, sussurrou: Quero teu carinho. E de lá saímos de fininho.
Te levei no meu apartamento, abri a melhor garrafa de vinho, sem nos importar caímos na cama e acordamos o vizinho.
O breu deu uma brecha para a luz do porte e eu conseguia ver seus olhos. Eu comecei a me aprofundar nas tuas curvas sedutoras, tua pele morena macia. Você não resistia e relaxava, sua voz baixinho me perguntava então, de quem era a culpa. Me envolvi, me deixei levar, poesia bateu na minha porta, então me aproximei dos seus lábios, com minha mão conhecendo seu corpo, comecei a falar: A culpa é do toque, do beijo, do fogo que acende quando você chega perto. A cor dos teus olhos, da sua respiração ofegante no meu ouvido, do som que escapa quando eu prolongo um pouquinho. A culpa é sua morena, que com o sorriso malicioso me prende, sabe do seu feitiço, faz e não se arrepende. A pele chega a brilhar, curvas de desejo a me cegar. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Ela num gesto de redenção me beijou, me apertou, se entregou. Eu sentia nossos corações batendo num só ritmo, foi aí que percebi que havia sido criado uma conexão intensa demais para durar só uma noite.
Ela cantarolou sorrindo 'deixa essa noite saber que um dia foi pouco' e me abraçou, deu um cheiro no meu cangote, e agradeceu. Eu sabia que havíamos nos apaixonado, mas não era possível nos prender. Éramos livres demais, acessíveis demais, não nos entregávamos com facilidade. A gente se curtiu, se cuidou enquanto foi tempo. Ela foi embora, e eu continuei o que eu nunca deixei de fazer. Ela me liga, diz sentir saudades, e apesar de estamos com outros corpos por aí, que não nos fazem sentir o que sentimos uma pela outra, sabemos que vamos voltar e ficar. Enquanto não é tempo, deixa a vida levar.
Na hora certa a morena volta pra cá, porque nós sabemos o que fazemos de melhor.
Na hora certa a morena volta pra cá, porque nós sabemos o que fazemos de melhor.