quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Novembro (mês nostalgia)
Seus olhos serrados, sua boca rosada.
Gosto de te ver assim, esparramada na minha cama, perdida entre os lençóis brancos...Seu corpo dando forma aos espaços vagos da minha visão.
Gosto de estar assim, deitada na cama, falando bobeira, beijando teus ombros, dividindo a canção.
Seu gosto juvenil, tua pele macia; Sorriso de bom dia, ar de noite fria...
Gosto das brigas sem sentido, do gesto inesperado de ir embora e em seguida uma busca, um beijo de redenção.
O modo bobo de falar, o jeito delicado de tocar; A persistência, indiferença, mansidão, compreensão...
Acordar de madrugada, morrer de calor, tomar água e dormir agarrada.
Trocar de chinelo, brincar de Carro Amarelo, pãozinho com requeijão.
O ciúmes possessivo, o jeito escandaloso de chamar atenção.
Os tapas merecidos, os beijinhos de 'sararão'.
Nosso amor de verão, que durou o ano todo...
Depois dos ventos penosos de Agosto à Outubro, finalmente, Novembro.
E ao que se sente do vendaval, deixe que se sopre ao tempo, um merecido final.
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