Girassol
sábado, 28 de dezembro de 2013
ruge o mar faminto
surge vio
e cresce lento
até explodir
na praia
pleno
,
me sinto muito
,
é impossível
ser ser
eno
"o que elocubro
sobre
o que descubro
sob
o que cubro
li o livro,
vi o vidro,
minha sola absorveu o chão.
fui o que deseja
(o que quer
que seja).
agora sou o mundo
que me inunda,
só.
minha sola absolveu o solo.
por fora pedra,
dentro cristal
entre as camadas
o caminho
do minério
ao mineral
minha visão
visita
a flor
(por que não?)
sem fita
no ar sem busto
(ou mão)
e destila
dela
(não menos que amor,
não mais que susto)
o gesto
justo
(mira precisa)
que o instante
seguinte
(não menos que horror,
não mais que brisa)
logo desfaz
(ou descompensa)
quando diz
(ou pensa)
: que
bonita!"
"o meu amor tem uma cara de sol
e uma lua no lugar de cada seio
que a blusa oculta moldando o relevo
e flutua
na música ou na brasa do cigarro
acesa
com olhos de coruja
cujas duas
lágrimas prontas pra cair
(uma pra cada)
quando ela sorri ou ri
não caem
ficam brilhando na beirada
e me ama
o meu amor
enquanto for
amada
não que não anseie
o seu seio
merece te ver
nada em mim que não se
embriague
ao seu lado
que não se abale
ao seu chamado
de prazer
merece viver
nada
que não fique atordoado
ao contato
do ar que te cerca
e penetra
pulmões narinas boca laringe palato
toca sua língua
levemente nada
que não te deseje
plenamente merece
vida
nada
que não sinta
de longe
o frescor da sua saliva
que sobreviva
ao seu sorriso
solto por aí
merece viver
em mim
nada
que não morra de amor
por ti
que não estremeça
quando você passa
nada
que permaneça
em paz
ao te ver merece
paz
(aos homens de nenhuma vontade)
o que não enlouquece
de cara
ou vagarosa
mente o que não sucumbe
aos seus cheiros
apelos
à curva de
seus peitos
quadris cabelos
feliz
só de estar perto
boquiaberto
por ti
merece
estar aqui
nada
—
eu ou
qualquer ou
tro que se chame
de eu
—
que não olhe
apaixonada
mente pra você
merece
nada."
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