"o que elocubro
sobre
o que descubro
sob
o que cubro
li o livro,
vi o vidro,
minha sola absorveu o chão.
fui o que deseja
(o que quer
que seja).
agora sou o mundo
que me inunda,
só.
minha sola absolveu o solo.
por fora pedra,
dentro cristal
entre as camadas
o caminho
do minério
ao mineral
minha visão
visita
a flor
(por que não?)
sem fita
no ar sem busto
(ou mão)
e destila
dela
(não menos que amor,
não mais que susto)
o gesto
justo
(mira precisa)
que o instante
seguinte
(não menos que horror,
não mais que brisa)
logo desfaz
(ou descompensa)
quando diz
(ou pensa)
(ou pensa)
: que
bonita!"
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